Diário Oficial da União - Seção 1
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VI - na hipótese de a ME ou EPP não informar no documento fiscal a alíquota de que tratam
os incisos II e III, aplicar-se-á a alíquota correspondente ao percentual de ISS referente à maior alíquota
prevista nas tabelas dos Anexos III, IV ou V;
VII - não será eximida a responsabilidade do prestador de serviços quando a alíquota do ISS
informada no documento fiscal for inferior à devida, hipótese em que o recolhimento dessa diferença
será realizado em guia própria do Município;
VIII - o valor retido, devidamente recolhido, será definitivo, não sendo objeto de partilha com
os Municípios, e sobre a receita de prestação de serviços que sofreu a retenção não haverá incidência de
ISS a ser recolhido no Simples Nacional.
§ 1º Na hipótese do caput, caso a prestadora de serviços esteja abrangida por isenção ou redução
do ISS em face de legislação municipal ou distrital que tenha instituído benefícios à ME ou à EPP
optante pelo Simples Nacional, na forma prevista no art. 31, caberá à mesma informar no documento
fiscal a alíquota aplicável na retenção na fonte, bem como a legislação concessiva do respectivo
benefício. (Lei Complementar nº 123, de 2006, art. 2º, inciso I e § 6º)
§ 2º Na hipótese de que tratam os incisos II e III do caput, a falsidade na prestação dessas
informações sujeitará o responsável, o titular, os sócios ou os administradores da ME ou EPP, juntamente
com as demais pessoas que para ela concorrerem, às penalidades previstas na legislação criminal e
tributária. (Lei Complementar nº 123, de 2006, art. 21, § 4º-A)
Art. 28. Na hipótese de a ME ou EPP optante pelo Simples Nacional se encontrar na condição
de substituta tributária, as receitas relativas à operação própria decorrentes: (Lei Complementar nº 123,
de 2006, art. 2º, inciso I e § 6º; art. 18, § 3º)
I - da revenda de mercadorias sujeitas à substituição tributária deverão ser incluídas nas receitas
segregadas na forma da alínea "a" do inciso I do art. 25;
II - da venda de mercadorias por ela industrializadas sujeitas à substituição tributária deverão
ser incluídas nas receitas segregadas na forma da alínea "a" do inciso II do art. 25.
§ 1º Na hipótese do caput, a ME ou EPP optante pelo Simples Nacional deverá recolher a
parcela dos tributos devidos por responsabilidade tributária diretamente ao ente detentor da respectiva
competência tributária. (Lei Complementar nº 123, de 2006, art. 13, § 6º, inciso I)
§ 2º Em relação ao ICMS, no que tange ao disposto no § 1º, o valor do imposto devido por
substituição tributária corresponderá à diferença entre: (Lei Complementar nº 123, de 2006, art. 13, § 6º,
inciso I)
I - o valor resultante da aplicação da alíquota interna do ente a que se refere o § 1º sobre o
preço máximo de venda a varejo fixado pela autoridade competente ou sugerido pelo fabricante, ou
sobre o preço a consumidor usualmente praticado; e
II - o valor resultante da aplicação da alíquota interna ou interestadual sobre o valor da operação
ou prestação própria do substituto tributário.
§ 3º Na hipótese de inexistência dos preços mencionados no inciso I do § 2º, o valor do ICMS
devido por substituição tributária será calculado da seguinte forma: imposto devido = [base de cálculo
x (1,00 + MVA) x alíquota interna] - dedução, onde: (Lei Complementar nº 123, de 2006, art. 13, § 6º,
inciso I)
I - "base de cálculo" é o valor da operação própria realizada pela ME ou EPP substituta
tributária;
II - "MVA" é a margem de valor agregado divulgada pelo ente a que se refere o § 1º;
III - "alíquota interna" é a do ente a que se refere o § 1º;
IV - "dedução" é o valor mencionado no inciso II do § 2º.
§ 4º Para fins do caput, no cálculo dos tributos devidos no Simples Nacional não será considerado receita de venda ou revenda de mercadorias o valor do tributo devido a título de substituição
tributária, calculado na forma do § 2º. (Lei Complementar nº 123, de 2006, art. 13, § 6º, inciso I)
Art. 29. Na hipótese de a ME ou EPP optante pelo Simples Nacional se encontrar na condição
de substituída tributária, as receitas decorrentes: (Lei Complementar nº 123, de 2006, art. 2º, inciso I e
§ 6º; art. 18, §§ 4º, inciso IV, 12, 13 e 14)
I - da revenda de mercadorias sujeitas à substituição tributária deverão ser segregadas na forma
da alínea "b" do inciso I do art. 25;
II - da venda de mercadorias por ela industrializadas sujeitas à substituição tributária deverão
ser segregadas na forma da alínea "b" do inciso II do art. 25.
Subseção VI
Da Imunidade
Art. 30. Na apuração dos valores devidos no Simples Nacional, a imunidade constitucional
sobre alguns tributos não afeta a incidência quanto aos demais, caso em que a alíquota aplicável
corresponderá ao somatório dos percentuais dos tributos não alcançados pela imunidade. (Lei Complementar nº 123, de 2006, art. 2º, inciso I e § 6º)
Subseção VII
Da Isenção, Redução ou Valor Fixo do ICMS ou ISS e dos Benefícios e Incentivos Fiscais
Art. 31. O Estado, o Distrito Federal ou o Município tem competência para, com relação à ME
ou à EPP optante pelo Simples Nacional, na forma prevista nesta Resolução: (Lei Complementar nº 123,
de 2006, art. 18, §§ 18, 20 e 20-A)
I - conceder isenção ou redução do ICMS ou do ISS;
II - estabelecer valores fixos para recolhimento do ICMS ou do ISS.
Art. 32. A concessão dos benefícios previstos no art. 31 poderá ser realizada: (Lei Complementar nº 123, de 2006, art. 18, § 20-A)
I - mediante deliberação exclusiva e unilateral do Estado, do Distrito Federal ou do Município
concedente;
II - de modo diferenciado para cada ramo de atividade.
§ 1º Na hipótese de o Estado, o Distrito Federal ou o Município conceder isenção ou redução
do ICMS ou do ISS, à ME ou à EPP optante pelo Simples Nacional, o benefício deve ser concedido na
forma de redução do percentual original do ICMS ou do ISS constante das tabelas dos Anexos I a V.
§ 2º Caso o Estado, o Distrito Federal ou o Município opte por aplicar percentuais de redução
diferenciados para cada faixa de receita bruta, estes devem constar da respectiva legislação, de forma a
facilitar o processo de geração do DAS pelo contribuinte.
§ 3º Na hipótese do § 2º, o percentual de redução do ICMS ou do ISS deve ser calculado, para
cada faixa de receita bruta dos últimos doze meses, da seguinte forma:
§ 4º Deverão constar da legislação veiculadora da isenção ou redução da base de cálculo todas
as informações a serem observadas pela ME ou EPP, a exemplo dos QUADROS I a V do Anexo VIII,
que abrangem situações hipotéticas.
§ 5º Na hipótese de concessão de redução para determinada atividade econômica pela qual o
percentual final do tributo tenha carga igualitária para todas as faixas de receita bruta, o quadro teria
exemplificadamente a configuração do QUADRO IV do Anexo VIII.
Art. 33. Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, no âmbito de suas respectivas competências, independentemente da receita bruta auferida no mês pelo contribuinte, poderão adotar valores
fixos mensais, inclusive por meio de regime de estimativa fiscal ou arbitramento, para o recolhimento do
ICMS e do ISS devido por ME que aufira receita bruta, no ano-calendário anterior, de até R$ 120.000,00
(cento e vinte mil reais), ficando a ME sujeita a esses valores durante todo o ano-calendário. (Lei
Complementar nº 123, de 2006, art. 18, § 18)
§ 1º Os valores fixos estabelecidos pelos Estados, pelo Distrito Federal e pelos Municípios em
determinado ano-calendário só serão aplicados a partir do ano-calendário seguinte. (Lei Complementar
nº 123, de 2006, art. 2º, inciso I e § 6º)
§ 2º Os valores estabelecidos no caput deste artigo não poderão exceder a 50% (cinquenta por
cento) do maior recolhimento possível do tributo para a faixa de enquadramento prevista nas tabelas dos
Anexos I a V, respeitados os acréscimos decorrentes do tipo de atividade da empresa estabelecidos nas
respectivas tabelas. (Lei Complementar nº 123, de 2006, art. 18, § 19)
§ 3º A ME que possua mais de um estabelecimento ou que esteja no ano-calendário de início
de atividade fica impedida de utilizar o disposto neste artigo. (Lei Complementar nº 123, de 2006, art.
2º, inciso I e § 6º)
§ 4º O limite de que trata o caput deverá ser proporcionalizado na hipótese de a ME ter iniciado
suas atividades no ano-calendário anterior, utilizando-se da média aritmética da receita bruta total dos
meses desse ano-calendário, multiplicada por 12 (doze). (Lei Complementar nº 123, de 2006, art. 2º,
inciso I e § 6º)
§ 5º Para a determinação da alíquota do Simples Nacional, utilizar-se-ão as tabelas dos Anexos
I a V, desconsiderando-se os percentuais do ICMS ou do ISS, conforme o caso. (Lei Complementar nº
123, de 2006, art. 18, § 20)
§ 6º O valor fixo apurado na forma deste artigo será devido ainda que tenha ocorrido retenção
ou substituição tributária dos impostos de que trata o caput, observado o disposto no inciso V do art. 27.
(Lei Complementar nº 123, de 2006, art. 2º, inciso I e § 6º)
§ 7º Na hipótese de ISS devido a outro Município, o imposto deverá ser recolhido nos termos
dos arts. 20 a 26 e 132, sem prejuízo do recolhimento do valor fixo devido ao Município de localização
do estabelecimento. (Lei Complementar nº 123, de 2006, art. 2º, inciso I e § 6º)
§ 8º O valor fixo de que trata o caput deverá ser incluído no valor devido pela ME relativamente ao Simples Nacional. (Lei Complementar nº 123, de 2006, art. 18, § 18)
Art. 34. Os escritórios de serviços contábeis recolherão o ISS em valor fixo, na forma da
legislação municipal. (Lei Complementar nº 123, de 2006, art. 18, § 22-A)
Art. 35. Na hipótese em que o Estado, o Município ou o Distrito Federal concedam isenção ou
redução específica para as ME ou EPP, em relação ao ICMS ou ao ISS, será realizada a redução
proporcional, relativamente à receita do estabelecimento localizado no ente federado que concedeu a
isenção ou redução, da seguinte forma: (Lei Complementar nº 123, de 2006, art. 18, §§ 20 e 21)
I - sobre a parcela das receitas sujeitas a isenção, serão desconsiderados os percentuais do ICMS
ou do ISS, conforme o caso;
II - sobre a parcela das receitas sujeitas a redução, será realizada a redução proporcional dos
percentuais do ICMS ou do ISS, conforme o caso.
Art. 36. A ME ou a EPP optante pelo Simples Nacional não poderá utilizar ou destinar qualquer
valor a título de incentivo fiscal. (Lei Complementar nº 123, de 2006, art. 24)
Parágrafo único. Não serão consideradas quaisquer alterações em bases de cálculo, alíquotas e
percentuais ou outros fatores que alterem o valor de imposto ou contribuição apurado na forma do
Simples Nacional, estabelecidas pela União, Estado, Distrito Federal ou Município, exceto as previstas
ou autorizadas na Lei Complementar nº 123, de 2006. (Lei Complementar nº 123, de 2006, art. 24,
parágrafo único).
Subseção VIII
Dos Aplicativos de Cálculo
Art. 37. O cálculo do valor devido na forma do Simples Nacional deverá ser efetuado por meio
do Programa Gerador do Documento de Arrecadação do Simples Nacional - Declaratório (PGDAS-D),
disponível no Portal do Simples Nacional na internet. (Lei Complementar nº 123, de 2006, art. 18, §§
15 e 15-A)
§ 1º A ME ou EPP optante pelo Simples Nacional deverá, para cálculo dos tributos devidos
mensalmente e geração do Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS), informar os valores
relativos à totalidade das receitas correspondentes às suas operações e prestações realizadas no período,
no aplicativo a que se refere o caput, observadas as demais disposições estabelecidas nesta Resolução.
(Lei Complementar nº 123, de 2006, art. 18, § 15)
§ 2º As informações prestadas no PGDAS-D: (Lei Complementar nº 123, de 2006, art. 18, § 15-
A)
I - têm caráter declaratório, constituindo confissão de dívida e instrumento hábil e suficiente
para a exigência dos tributos e contribuições que não tenham sido recolhidos resultantes das informações
nele prestadas; (Lei Complementar nº 123, de 2006, art. 18, § 15-A, inciso I)
II - deverão ser fornecidas à RFB mensalmente até o vencimento do prazo para pagamento dos
tributos devidos no Simples Nacional em cada mês, previsto no art. 38, relativamente aos fatos geradores
ocorridos no mês anterior. (Lei Complementar nº 123, de 2006, art. 18, § 15-A, inciso II)
§ 3º O cálculo de que trata o caput, relativamente aos períodos de apuração até dezembro de
2011, deverá ser efetuado por meio do Programa Gerador do Documento de Arrecadação do Simples
Nacional (PGDAS), também disponível no Portal do Simples Nacional na internet. (Lei Complementar
nº 123, de 2006, art. 18, § 15)
§ 4º Aplica-se ao PGDAS o disposto no § 1º. (Lei Complementar nº 123, de 2006, art. 18, §
15)
Subseção IX
Dos Prazos de Recolhimento dos Tributos Devidos
Art. 38. Os tributos devidos, apurados na forma desta Resolução, deverão ser pagos até o dia 20
(vinte) do mês subsequente àquele em que houver sido auferida a receita bruta. (Lei Complementar nº
123, de 2006, art. 21, inciso III)
§ 1º Na hipótese de a ME ou EPP possuir filiais, o recolhimento dos tributos do Simples
Nacional dar-se-á por intermédio da matriz. (Lei Complementar nº 123, de 2006, art. 21, § 1º)
§ 2º O valor não pago até a data do vencimento sujeitar-se-á à incidência de encargos legais na
forma prevista na legislação do imposto sobre a renda. (Lei Complementar nº 123, de 2006, art. 21, §
3º)
§ 3º Quando não houver expediente bancário no prazo estabelecido no caput, os tributos
deverão ser pagos até o dia útil imediatamente posterior. (Lei Complementar nº 123, de 2006, art. 21,
inciso III)
Seção V
Da Arrecadação
Art. 39. A ME ou a EPP recolherá os tributos devidos no Simples Nacional por meio do
Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS), conforme modelo constante do Anexo IX. (Lei
Complementar nº 123, de 2006, art. 21, inciso I)
Como citar: Diário Oficial da União - Seção 1 — Diário Oficial da União, Seção 1, Edição 1, 01/12/2011, p. 55